
(
Untitled
1981
by Jean-Michel Basquiat)
A fala é muda porque o opressor educa que ter voz é rude.Na revolução insólita de encontrar sempre um culpado, me vejo como mártir no paredão ,rezando para ser crucificado.
E essa sociedade que não socializa , te prende na web ,te engole , te agiliza(esquecendo de mastigar o que infere um humano).Continuo sacudindo o que tenho na cartola apesar de não servir nem mesmo de esmola pra comprar um picado( pensando bem... trocaria tudo isso por um copo de pingado).Vestido em desonra, tiro meu chapéu em farrapos, pro grande homem que me protege com unhas de aço.Incondicional-mente me logro em seus dentes , me come na ceia das 7 ,me chama de insolente.... mas ele nunca arrota menosprezo . Esse moço me vigia ,espera que eu nunca acorde e perceba o desespero... em gratidão só mostro meu (a)preço.
por Anita Mendes.